sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Uma carta( post do meu livro: Carta de Dmitri a Catherine)

Querida Cathy,
como está indo a família? as maçãs ja estão maduras?
Bem... você deve saber que não é isso que eu vim falar, sabe que eu continuo te amando, queria tanto que perdoasse-me queria poder voltar para perto de você, e dizer tudo isso pessoalmente, mais não posso, as crianças precisam de mim, eu devia ter...
Cathy, eu vou te amar a cada estação, a cada dia, a cada sopro de vento, por favor quero que me perdoe, já faz 30 anos eu sei, você deve ser uma mulher agora, assim como eu já sou um velho homem.
Lembro quando eu e você corríamos pelos campos roubando maçãs do Velho Bart. como éramos imaturos e jovens... Lembro da sua pele branca que corava quando eu chegava perto, meu coração batia forte por você, e até hoje bate, lembro-me de quando estávamos no chalé abandonado perto do lago, chovia muito e eu e você estávamos ensopados, fiz uma fogueira, peguei aquelas cortinas abandonas, você se despiu e se cobriu com uma delas, enquanto eu juro que eu não a olhei, estava ocupado demais, fazendo uma fogueira, até que nós ficamos perto demais um do outro, nos amamos intensamente aquela noite, naquela cabana.
Cathy eu até hoje lembro-me dessa noite, todos os dias, quando meu corpo estava sobre o seu, e você era inteiramente minha, assim como eu era seu.
Eu queria ter voltado Cathy, mais não pude, Rose ficou grávida, eu tive que assumir, eu sei que você me odeia agora, mais saiba que eu te amo.
Ps- Cathy se você estiver recebendo essa carta, significa que eu estou morto, e eu quero que saiba que meu coração bateu até o último minuto por você, nunca te esquecerei nosso amor é eterno.


Catherine leu a carta e ficou em estado de choque, ela ainda o amava e sabia disso:
-Dmitri, meu amor. Um sussurro, lágrimas na folha de papel já amarelada, o que denunciava que aquilo ja estava a muito tempo escrito, mais só tinha encontrado sua remetente agora.
(...)